quarta-feira, 29 de abril de 2009

Iluminuras carolíngias

Carlos Magno encomendou diversos exemplares dos Evangelhos em latim, com gloriosas iluminuras. Também enviou artistas Ravena, onde podiam estudar os murais e mosaicos cristãos primitivos e bizantinos.


Carlos talvez tenha contratado artistas gregos para trabalharem nas iluminuras dos Evangelhos. No sepulcro de Carlos Magno foi encontrado o que hoje se chama o Evangeliário de Carlos Magno, fruto de influência marcante da tradição romana.



A arte carolíngia tinha diversos centros monásticos por todo Império, chamados de ateliês. A Escola da Corte de Carlos Magno (também chamada Escola Ada) produziu os primeiros manuscritos, incluindo o Evagelário do Arcebispo Ebbons, o Evangeliário de Godescalco (781–783); os Evangelhos de Lorsch (778–820):



os Evangelhos de Ada:




os Evangelhos Soissons Gospels; e os Evangelhos da Coroação e o Evangelário de Lindau. Eles iniciaram um revival do Classicismo romano, mas ainda mantinham as tradições da merovíngia e da arte hiberno-saxónica.

Mais tarde, na cidade de Reims, formou-se uma nova escola de iluminuras, que produziu o Saltério de Utrecht e o Bern Physiologus (imagem), um texto latino sobre animais.

A arte carolíngia

A arte carolíngia refere-se à arte do período de Carlos Magno, estendendo-se pelos seus sucessores (entre 780 e 900 d.C.) e alargando a sua influência ao período posterior da arte otoniana.


Carlos Magno foi a figura política mais poderosa da Alta Idade Média, pois seus exércitos assumiram o controle de extensos territórios ao norte da Europa. Carlos foi responsável pela imposição do Cristianismo e pelo ressurgimento da arte antiga. Após sua coroação, tornou-se grande patrono das artes. Estes dois momentos da arte medieval são considerados os antecessores do românico e bases da arte gótica.


Além de pautar por uma forte herança céltico-germânica, a arte carolíngia inspira-se na arte romana da Antiguidade Clássica no chamado renascimento carolíngio, resultando numa comunhão entre elementos clássicos e o característico espírito emocional e conturbado da Idade Média.


A sua expressão arquitetonica vai incidir especialmente na construção religiosa caracterizada por pinturas murais, pelo uso de mosaicos e baixos-relevos.


Uma das mais significativas construções deste período é a Catedral de Aachen na Alemanha.


As artes decorativas assumem também um lugar de destaque, especialmente no que diz respeito à produção de marfins, joalheria e iluminuras, esta última caracterizada por um traço extremamente dinâmico, forte e liberto transmitindo energia rítmica.


A Arte merovíngia

É a arte da Dinastia Merovíngia do Francos, que durou do século V até o século VIII nas atuais França e Alemanha.
O advento da Dinastia Merovíngia na Gália no século V levou a importantes mudanças no campo das artes.
A ascensão da ouriversaria e das iluminuras trouxe um ressurgimento da decoração celta, que é a base da arte merovíngia.

As ilustrações são respectivamente: Meroveuch (latinizado como Meroveus ou Merovius), líder dos francos salianos e um cálice de ouro.

A arte pré-românica

A arte pré-românica é um período da arte ocidental, a qual tem como marco inicial a dinastia merovíngia mas, podendo retroceder já ao momento da queda do Império Romano do ocidente com as migrações dos povos germânicos para a Europa.


De um modo geral esse período refere-se a passagem da antiguidade clássica tardia para o românico e tem como característica as fusões inovadoras entre elementos clássicos da cultura mediterrânea, cristã e germânica. Desta forma esse estilo não se resume a uma região específica da Europa, e sim foi espalhado por toda ela durante um longo período de tempo, destacando-se alguns estilos artísticos próprios.

A partir do momento em que os Humos da Ásia Central “empuram” as tribos nômades germânicas para Este acontece o inicio da invasão da Europa. Onde o império romano do ocidente é aos pouco substituido por diversos reinos germânicos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vídeo: O Nome da Rosa - Idade Média

Trecho do filme baseado na obra de Umberto Eco, que retrata a visão de mundo no período medieval.

Idade Média

O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos. Nesses termos, teria-se iniciado com a desintegração do Imperio Romano do Ocidente, no século V (em 476 d. C.), e terminado com o fim do Imperio Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 d. C.).


Filosofia
O homem instruído desses séculos era quase sempre um clérigo para quem o estudo dos conhecimentos naturais era uma pequena parte de sua escolaridade. Esses estudiosos viviam numa atmosfera que dava prioridade à fé e tinham a mente mais voltada para a salvação das almas do que para o questionamento de detalhes do universo físico.




Principalmente a partir do século V, os pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, com o intuito de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Desse modo a Filosofia, que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, passou a receber influências da cultura judaica e cristã. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: "Fé", "Salvação", "Providência e Revelação Divina" e "Criação a partir do nada" passaram a fazer parte de temáticas filosóficas.



A partir do século IX, desenvolveu-se a principal linha filosófica do período, que ficou conhecida como escolástica. Essa filosofia ganhou acentos notadamente cristãos, surgidos da necessidade de responder às exigências de fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a cristandade e, por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé.

A questão chave que vai atravessar todo o pensamento filosófico medieval é a harmonização de duas esferas; "a fé" e "a razão". O pensamento de Agostinho (século V) reconhecia a importância do conhecimento, mas defendia uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta última venha restaurar a condição decaída da razão humana. Já a linha de Tomás de Aquino (século XIII) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas, apesar de não negar tal subordinação da razão à fé.

Arte

A maior parte da arte medieval que chegou aos dias de hoje tem um foco religioso — fundamentado Cristianismo. Essa arte era muitas vezes financiada pela Igreja; bem como por figuras poderosas do clero, como bispo; por grupos comunais, como os dos mosteiros; ou por patronos seculares ricos. Como no período a vasta maioria dos camponeses era iletrada, as artes visuais, aliadas aos sermões, eram o principal método para comunicar as idéias religiosas.

Com a invasão dos povos bárbaros em Roma, as pessoas foram para o campo, onde estariam mais seguras. Os grandes proprietários então, construíram castelos, como o Lichtenstein (imagem), com grandes muralhas e segurança para se protegerem dos bárbaros.




Com a queda do Império romano, técnicas artísticas da Grécia antiga acabaram perdidas, entre elas estava muito do que se sabia sobre a noção de perspectiva. A pintura medieval passa a ser predominantemente bidimensional, e as personagens retratadas eram pintadas maiores ou menores de acordo com sua importância. Esse caráter estilizado das obras do período é também entendido como um reflexo próprio daquele contexto cultural, que enxergava a vida com forte ênfase no seu aspecto simbólico. Os artistas medievais não estavam primariamente preocupados com o realismo, a intenção de passar uma mensagem religiosa pedia imagens claras e didáticas ao invés de figuras desenhadas com precisão fotográfica.
Ao lado da pintura, a tapeçaria foi a mais importante forma de arte medieval. Isso decorre em muito por sua utilidade ao manter o calor interno dos castelos, construídos de pedra, no inverno.


A mais famosa tapeçaria medieval é o ciclo de "A senhora e o unicórnio" (imagem). As duas principais manifestações arquitetônicas, principalmente relacionadas à construção de catedrais, foram o estilo românico e mais tarde o gótico. Destaca-se também a formação das corporações de ofícios, reunindo artesãos.







Peste negra

Em meados do século XIV, uma doença devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram entre essa doença, guerras e fome. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente. Como as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. Para complicar ainda mais a situação, muitos atribuíam a doença a fatores comportamentais, ambientais ou religiosos. Muitos fugiam para o meio rural com medo de serem infectados.

domingo, 26 de abril de 2009

Arquitetura no Neolítico

Nesse período o homem começa a abandonar as cavernas e dá inicio a construção de suas próprias moradias.


Dessas edificações são conhecidas os nuragues, edificações em pedra, sem nenhuma argamassa e em forma de cone truncado.


São também desse período as construções denominadas dolmens.








Podemos destacar o Santuário de Stonehenge o qual fica localizado no sul da Inglaterra.






Referencia:

PROENÇA, Graça - História da Arte. Ed. Ática, 16ª edição - São Paulo, 1989.


Saiba mais: